domingo, 15 de fevereiro de 2009

Sobre alguns posts abortados

“É que há distância entre intenção e gesto...” Fado tropical (Chico Buarque e Ruy Guerra)


Ser jornalista é uma paga, mas há muito maior pena em frustrar-se no resultado do trabalho do que propriamente em trabalhar. Se cabe ao jornalista a dura obrigação de estar sempre “por dentro de tudo que acontece no mundo”, de pesquisar e achar respostas e soluções para problemas que talvez nem os peça, de desenvolver a habilidade de enxergar coisas onde ninguém mais vê, além de saber transmitir tudo isso com clareza e precisão, o peso desses deveres para um estudante é ainda maior em razão dos demais compromissos e da “irremuneração” que o caracteriza. Eu particularmente tenho uma sincera hipótese sobre a psicologia reversa existente desde a educação pré-escolar até os confins da Universidade, através da qual, invariável e definitivamente contra nossa natureza, ansiamos por trabalhar; mas isso é uma outra história...

O fato é que, um certo dia, precisamente no dia 12 de dezembro do ano passado, deu-me na telha escrever sobre todos os assuntos prementes que envolviam especialmente o futebol brasileiro, mais um punhado de três dicas de reportagem. As mãos se contorciam freneticamente sobre o teclado, buscando apreender toda idéia que teimava em se mostrar fugidia. Um e outro desses posts eu cheguei a completar, talvez com algumas edições em dias posteriores. A maioria das mensagens ficou com alguns parágrafos incompletos, e alguns ainda não passaram de uma frase ou do próprio título como deixa para um desenvolvimento posterior. Escrevi mais um post novo três dias depois; e em mais dois, novamente outro, somando doze textos acumulados no rol de postagens. Estava contente de ter sido tão produtivo e de levantar o que poderia ser até 80% do volume de material (não necessariamente dos assuntos) a ser publicado na pré-temporada! Eu não quis postar múltiplas mensagens num só dia (o famigerado 12/12), então resolvi esperar alguns dias para publicá-las a conta-gotas.

No entanto, férias são férias; e vosso malemolente blogueiro caiu nas graças da benfazeja preguiça, esquecendo completamente de postar algumas das mensagens já completas - que, aliás, poderia programar para serem publicadas cada qual em momento diferente, fui saber depois.... Talvez eu pudesse me justificar com a sempre infalível desculpa das festas de fim-de-ano; porém, antes de tudo, não tenho jeito de mentiroso: reconheço o peso das festividades (assim como a da internet daqui de casa, que de larga só pode se dizer a respeito de nossa paciência), mas não são motivo suficiente para deixar de dar alguns cliques e publicar o que não custaria mais do que poucas ou nenhuma nova vírgula...

Se leite derramado não se chora, posso ao menos fazer menção honrosa e citá-los aqui, como uma homenagem póstuma. Alguns não relacionarei logo abaixo, especialmente as dicas de reportagem, pois ainda são aproveitáveis para outros momentos. Por fim, quem sabe, até possa usar um e outro por ora descartado em uma nova oportunidade... enfim, chega de blá-blá-blá: a seguir, os posts abortados com uma breve descrição do que se pretendia que fossem.

2008.12.17 - Ninguém tem olhos para o Mundial...
Neste post completo, uma breve passagem pelos resultados dos jogos preliminares do Mundial Interclubes, no Japão. Falávamos principalmente sobre a indiferença que se percebia aqui no Brasil quanto ao torneio; afinal, quem seria a LDU para fazer páreo aos Diabos Vermelhos como outrora fizeram Santos, Flamengo, Grêmio, Corinthians, São Paulo, Internacional...

2008.12.15 - O Flamengo precisa acertar "o Cuca"
Aproveitando o oportuno trocadilho (entre “Acertar o Cuca” e “Acertar a Cuca”), a matéria dava conta de um rápido levantamento acerca dos sucessos e fracassos dos últimos trabalhos realizados pelo técnico e pelo clube, prognosticando as chances dessa parceria dar certo.

2008.12.12 - O Flamengo em 2008: de Bacantes e Apolíneos
Bacantes eram os jogadores, que só ensaiavam espetáculos individuais e coletivos no campo e, fora dele, mais de uma vez se envolveram em. Bacante era a torcida, eufórica: lembremos do grito “Que torcida é essa?”. Baco era Joel Santana, o deus do delírio e da embriaguez a trazer a tiracolo seu herói folclórico: Obina! Nesse contexto, após uma súbita e frustrante interrupção - como é todo fim de bacanal – chegaria um apolíneo Caio Júnior, que fez até muito mais do que se esperava, mas não “casou” com o Flamengo. O texto estava completo.

2008.12.12 - 2008 - Sobre sonhos e contratações
Discutia as principais contratações envolvendo o futebol brasileiro: seja pela lista de “reforços” dos clubes, seja pela venda dos jogadores do país. Entre estes, destaques para Ronaldo e Thiago Silva; sobre os clubes, uma crítica aberta ao comando palmeirense, que desmontou e montou mais de um time inteiro como se do dia pra noite. Àquela altura não acreditava que poderia dar certo...

2008.12.12 - 2009 - Quem chega forte em 2009
Fazia avaliações sobre os principais elencos do Brasil no fim do ano, fazendo projeções a partir do que apresentavam de bom futebol, contratações, competições etc. Indo ao que interessa, mantenho minhas apostas, talvez adicionando o Palmeiras (caso a discutir): Internacional, Corinthians, Fluminense e São Paulo. Grêmio, Cruzeiro e Palmeiras “correriam por fora” por conta da disputa da Libertadores e mereciam breve menção.

2008.12.12 - Caio Júnior: ainda buscando seu caminho...
Quinto lugar do Brasileirão com o Flamengo em 2008. Quinto com o Palmeiras em 2007. Quinto até com o Paraná, em 2006, quando o jovem treinador foi projetado pela classificação do clube para a Libertadores (naquele ano, o São Paulo abriria uma vaga adicional ao ser campeão da taça nacional na edição corrente e da continental no ano anterior). Caio Júnior precisa de um resultado de afirmação, como Celso Roth pareceu ter ensaiado em 2008. Talvez aquele estágio no Oriente Médio tivesse sido mais proveitoso, mas propostas do mundo árabe não faltarão...

2008.12.12 - Luxa: ele não é mais o mesmo...
Luxemburgo, que já foi herói da Academia com o ataque de 102 gols, chegou a ser agredido por uma facção de torcida organizada, num aeroporto de São Paulo. Mas eram os resultados que diziam: Vanderlei já não era mais o mesmo. Não ameaçara levar o Brasileirão por mais do que duas rodadas no meio do campeonato. Não fora campeão desde então (a não ser de um Paulista) e nem metia mais medo em ninguém desde que voltara do Real Madrid como (dizem as más línguas) um fracassado. Não se sabe se foi a sua “Escola de Futebol” (o Instituto Wanderlei Luxemburgo, IWL), suas associações obscuras com empresários e cartolas, ou se, simplesmente, ele perdeu a mão. A situação parece diferente hoje, mas ainda há pontos a esclarecer (um texto com as previsões sobre Luxemburgo e Palmeiras deverá ser publicado em breve).

2008.12.12 - De como Ronaldo foi parar no Corinthians
Nenhum clube brasileiro tem saldo suficiente para custear os salários do Fenômeno: isso é fato! A despeito de toda a indignação que alguns flamenguistas (e jornalistas!) nutriram pelo centroavante, é bem possível que este não tivesse muita escolha senão dar adeus à Gávea. Então, o mote do post girava em torno de seu patrocinador vitalício, a Nike, que certamente não teria interesse de entregar seu maior capital no futebol sulamericano a uma concorrente (o Flamengo rompera com ela recentemente e fechou com a Olympikus). Provavelmente custeando o seu salário, a fornecedora logo tratou de encaminhar Ronaldo para o clube com a segunda maior torcida do Brasil, o Corinthians, no que pode ser considerado o grande acontecimento na História do marketing esportivo brasileiro.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Estouro!

Meu primeiro "estouro" como estagiário: o risco inaugural iminente, a vez em que corri os perigos de ser duramente repreendido - justo quando tenho às vistas a possibilidade concreta de me desfazer da síndrome do voluntariado e finalmente me tornar um bolsista... "que haja a cruz!".

Naturalmente, levei um pouco da culpa pelo que aconteceu sem que tivesse de fato responsabilidade, sendo apenas um estagiário. Bati meu recorde pessoal de insônia para terminar um trabalho e, em troca, só recebi motivos suficientes para esbofetear alguns rostos. Bem que o quis, profundamente; mas...

O pior, o que me irrita mesmo, é que a minha Universidade, a maior IES particular do Estado, se gaba (através de alunos, estudantes e marketeiros) de uma estrutura que não tem ou, pior, não utiliza da melhor maneira. Veja se não é um estrago ter equipamentos caros que não funcionam direito, técnicos que não querem ou não sabem trabalhar, cuja projeção social mais atende aos interesses particulares de seus manda-chuvas do que realmente à sociedade.

Costumo ser visto com certa compaixão débil, por manter utopias próximas à mente. Mas, não raro, temo ser demasiado crítico: já realizei amplas conjecturas que, não obstante falhando em desvendar a maioria dos detalhes, apreende de modo razoável o espírito das coisas que me envolvem, pressionam e incomodam... É um modo de sobreviver, mas que ocasionalmente me custa um pouco do anticeticismo e da coragem.

Enquanto escrevo este post, aliás, ainda corro riscos: a burocracia que nunca me foi exigida no Esporte me pegou de surpresa nessa nova ventura; e não tenho até o momento nenhuma das garantias e ressalvas para a exibição pública do programa, os filmes exibidos, os debatedores... Enfim, rigorosamente, estou coma corda no pescoço de modo até mais arriscado!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O Corinthians e as muitas funções do “Se”

Há muito tempo deixei de estudar a gramática rotineiramente, matéria da qual não guardo as mais tenras saudades. Tampouco sou gramático; apenas tento arduamente me tornar jornalista esportivo, quiçá com outros empregos e trabalhos em paralelo. Porém, a situação atual em que vive o time do Parque São Jorge me fez lembrar de algumas das funções do “Se”; desde pronome até conjunção...

[Pronome em Voz Passiva]
Vê-se que sobre o Corinthians só se faz festa: muito se falou, não apenas na imprensa, mas ainda entre jogadores de outros clubes de outros estados, sobre a contratação de Ronaldo Fenômeno, por exemplo. Grande tacada de Marketing, sem dúvida! Aliás, não vi em nenhum outro lugar loas tão contundentes ao marketing alvinegro quanto neste mesmíssimo blog. Pois bem talvez por isso seja necessário que também eu, antes que o time estreie no Campeonato Paulista, ponha o pé no freio e aponte alguns alvos críticos para quem tem o mínimo de preocupações.

[Conjunção de condição futura]
O ataque do Corinthians é absolutamente generoso nos “se” condicionais: Se o Fenômeno emagrecer...; Se ele jogar 10% do que jogou na vida...; Se Acosta se reabilitar...; Se Souza for o mesmo artilheiro de 2006...; Se Dentinho estourar...; Se Jorge Henrique jogar como nunca jogou no Botafogo...; Se Otacílio Neto deslanchar de vez... São muitos “Se” lançados com expectativas variadas ao futuro e nenhuma certeza! Para um clube que se saiu tão bem nas jogadas de marketing em 2008 não ter uma única certeza convincente é, no mínimo, um contra-senso!

[Objeto Direto]
Não retiro com isso qualquer favoritismo do “Todo-Poderoso”, nem o atribuo estritamente ao departamento de marketing: longe de mim! O clube preparou-se muito bem desde o início do ano passado; soube se aproveitar da situação para “revolucionar” a Série B brasileira e reposicionou-se no cenário esportivo nacional e até mundial ao reverter subitamente uma imagem arruinada de clube rebaixado para outra vitoriosa, de candidato a tudo que disputa. Compôs-se de um time forte, com um treinador muito competente, que também se portou de forma exemplar para fortalecer a equipe.

[Índice de Indeterminação do Sujeito]
Falou-se tanto da falta de atacantes no Parque Antártica que o Parque São Jorge até parece um paraíso dos artilheiros. Comissão técnica e dirigentes que fiquem alerta à real condição do time na linha de frente, em potencial até melhor do que as competentes linhas de meio-de-campo e defesa (além, claro, dos goleiros), mas que não é ainda realidade. Confiou-se muito nestas contratações duvidosas. São apostas, meus amigos – por enquanto, nada mais que isso!

[Conjunção de condição pretérita]
Que tanta indefinição não sirva para compor, daqui a alguns meses ou anos, mais uma das funções do Se: aquela infeliz e mal-querida condição do passado, geralmente precedida de uma interjeição e finalizada com um suspiro... “Ah, se o Corinthians tivesse contratado o Fred...”, “Ah, se tivessem repatriado o Bobô”, “Ah, se conseguissem acertar com o Cléber Santana”, “Ah, se o Liedson...”

Voltando de férias não anunciadas

Olá, caros leitores!

Permitam-me pedir-lhes sinceras desculpas por ter saído de férias desde meados de dezembro sem anunciá-lo com antecedência - nem tampouco a volta... juro que isso se deu em condições excepcionais e que não voltará a acontecer!

Sei que se trata de uma atitude nada profissional, mas vamos aos fatos: primeiramente, era a época das festas de fim-de-ano, quando todos relaxam, precisam dedicar tempo à família e ao descanso. Também é bem possível que nem vocês tenham dado falta dos posts, mesmo porquê não se registrou por aqui nenhum protesto.

Em segundo lugar, viajei de última hora na virada de ano, me demorando alguns dias a mais do que o planejado. Isso fez com que perdesse um punhado de textos que já estavam engatados, quase-prontos para serem publicados aqui no blog... O tempo passou e ficaram desatualizados; mas, vá, não foi nenhum pecado mortal: afinal, eu estava no litoral cearense!

Talvez por isso tenha pegue uma doença misteriosa, que compartilhava sintomas entre dengue e hepatite - diagnóstico do qual estou privado até hoje... Isso me atrasou também na volta ao estágio na TVU: e agora, uma semana depois do que pretendia, tendo sido escalado para fazer algumas edições atrasadas do programa 'Cineclube' estou a mil para recuperar o tempo perdido... Doença e trabalho redobrado: terá sido macumba de alguém?

Aliás, eu me sinto mesmo desobrigado é por não ser exatamente um profissional (não sou formado, tampouco sou pago para alimentar o blog) e, mais ainda, por acreditar que nesse exato momento a legião de leitores que me acompanha se resume às visitas esporádicas de uma generosa e bem amada namorada - já que além de seus comentários pessoais nunca vi um único outro escrito por aqui...

[Até por isso, cabe um intermezzo romântico: Titinha, te amo!]

Mas como sou ungido pelo e devoto do "fator zero", precisava respeitar a entidade "leitores" e, humildemente, lhes explicar minha nem tão irresponsável ausência.

Abraços e até o próximo, bem próximo post!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

A Aposta do Vasco

Em tempos de falar de Ronaldo (e Corinthians), sorrateiramente a nau vascaína, que atravessa momento muito semelhante ao do time do Parque São Jorge há precisamente um ano, se prepara para navegar em águas nunca dantes navegadas. Embora o comandante Dinamite tenha sido muito questionado (e com razão) pela falta de apresentação de um projeto para o clube em 2009, apresentou há pouco uma das melhores respostas imagináveis para a situação: Dorival Júnior será o técnico do Vasco na Série B.

Sem Madson e Vágner Diniz e provavelmente sem Leandro Amaral, Dorival ao menos terá todas as condições para realizar um trabalho tranqüilo com "pratas da casa". Assim se forma um time campeão: com tempo, dedicação e regularidade; além de um "backstage" estável - leia-se: uma boa administração de Roberto Dinamite e sua equipe. Que o digam os cornthianos...

O torcedor cruz-maltino pode esperar um excelente resultado de médio e longo prazo. No estadual, basta não ser rebaixado; a reformulação deve ser prioridade. O Vasco merece e deverá voltar aos seus tempos de glória!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Finalmente férias!

Dentre as primeiras lições desse primeiro semestre de estágio em TV Universitária: dá muuuuuito trabalho!!! Com um blog para alimentar, então! Por isso vos peço desculpa por não ter sido freqüente por aqui... aliás, não fui em blog nenhum!

Devo reconhecer: grande parte da responsabilidade disso foi minha recorrente desorganização. Se bem que dessa vez não me sinto culpado; o semestre foi puxado e, sob uma perspectiva moderada, bastante proveitoso. Eu não planejava participar de um estágio e ainda fiz seis cadeiras (sendo duas de seis créditos, o que daria, na prática, 7 cadeiras), um programa de rádio, um artigo, uma reportagem investigativa e um projeto de pesquisa.

Chega de desculpas; o que importa mesmo é que tenho me planejado para que estas férias sejam as mais importantes de minha vida: vou começar minha monografia, estabelecer hábitos necessários (exercícios físicos regulares, estudo de línguas, leituras diversas...), me adaptar a uma rotina palatável nos tempos de faculdade. Integrando-a, vou fazer de tudo para impedir que minha própria formação acadêmica seja empecilho para minha vida cotidiana.

E o que o blog tem a ver com isso? Tudo: a partir de agora, me comprometo a contribuir com ele ao menos uma vez por mês; sendo que na maioria das vezes publicarei ao longo desse mês também, comentando o noticiário esportivo. Se vocês soubessem quantas vezes pensei em assuntos pra esse blog que não pude escrever e postar...

P.S.: Não sei se notaram, mas agora temos a companhia do selo 'Alguns direitos reservados' da Creative Commons (CC), algo essencial para que eu pudesse continuar a escrever por aqui. Este selo garante que qualquer pessoa pode usar o que é veiculado neste blog, desde que não para fins comerciais e atribuindo o crédito da autoria; o que me assegura bastante confiança para escrever e ser lido livremente...

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Trabalhando

Exatamente um mês depois de meu primeiro post neste blog, retorno à sua redação. Reconheço: se trata de muito atraso para um aspirante ao jornalismo moderno. Mas quem me conhece de "outras blogagens" sabe que não é fácil para mim manter uma assiduidade impecável na publicação de textos. Infelizmente, esta irregularidade tende a ser a regra enquanto eu continuar um mero estudante, sem autonomia financeira, nem uma internet decente por morar na margem de uma grande cidade brasileira...

Além disso, a labuta no estágio tem sido intensa, de modo que para escrever, nas supracitadas condições já expostas, preciso de um pequeno milagre cotidiano. É bem verdade que há duas semanas vivi o momento mais relaxado do semestre - e talvez por isso, infelizmente, o menos produtivo; mas não aproveitei tão simplesmente pra mim: tive de usá-lo para adiantar outros compromissos, ainda que debilmente; coisas da faculdade.

Enfim, conversando com minha psicoterapeuta (aliás, é uma bela sugestão para quem quiser seguir a carreira do jornalismo: arranjem um psicólogo!) percebi como esse ritmo intenso de produção faz a semana parecer durar três dias e o fim de semana, meio. Poderia lamentar; mas apenas tenho saudades dos momentos em que uma semana durava uma semana, com direito a almoçar todo dia em casa, dormir quando tivesse sono, estudar quando quisesse. Sei que esse ritmo de produção tende a acelerar ainda mais - e que acompanhá-lo me tornará cada vez mais produtivo e pronto para o mercado de trabalho. Mais importante nisso tudo é que, com o alcance de metas claramente definidas, tenho ficado também mais motivado e confiante!

Quanto ao blog, garanto, caros leitores: me empenharei para deixá-lo sempre tinindo, como carro novo! Por isso é que tentarei usar mais esses "pequenos milagres cotidianos" para publicar alguns 'drops' - pequenos informativos e comentários sobre o mundo do telejornalismo esportivo (ainda que boa parte dos teóricos do jornalismo contemporâneo condenem veementemente essa 'entidade'). Quem sabe eu comece a fazê-lo já bem cedo...